Vamos falar de sexo

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Aquele momento que né, vamos falar de sexo
Nós não somos o nosso orgão sexual.
Nosso corpo inteiro é sexual.

Parece que sexo agora virou corrida pra gozar.
Vai vai vai vaiiiii….. um goza.
Aí é a vez do outro trabalhar.
Vai vai vai vaiii….. o outro goza.
Acabou.

Patético.

Nada melhor do que aquela língua percorrendo as partes mais diversas do seu corpo.
Pescoço, ombros, costas, parte de trás dos joelhos. Mãos. Dedos. Costelas.
Tudo e tudo de novo.

Não é a toa que no tantra tem três horas de preliminares gente. Vamo lá!

Como tudo na vida, não basta chegar lá, tem que curtir o caminho.
E o caminho é – ou deveria ser né – uma delícia.
Carícias, línguas, cabelos, lábios, dentes (nhac!) chupadas.
Palavras. Fala comigo, porra!
Qual o problema dessa gente?

Veja também:  Por que ainda romantizamos o orgasmo

Fala, lambe, dança comigo.
O sexo é uma dança.
Come, bebe, se comam, se bebam, sem moderação.

Ouvi um dia que: nossa, que preguiça de fazer tudo isso, já podia tá fudendo.

Gente: não
Apenas não.

É como engolir de uma vez uma comida que pode ser saboreada aos poucos.
Sentir a bioenergia circulando no corpo, criando essa expectativa cheia de arrepios, suspiros e sensações é um tesão.

De novo: não somos uma buceta ou um pau.
Somos pessoas inteiras.
Transem como pessoas inteiras.

Obrigadinha.

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