Um conto (erótico) inacabado

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photo by @estherwec

A vida não estava fácil na grande São Paulo. Margot estava farta dos ataques de ciúmes de sua noiva. Se ela desconfia tanto de mim, por que me pediu em casamento?, pensava. Margot não estava feliz e não tinha coragem de admitir isso para si mesma. Quando lembrava de como havia conhecido Duda, seu estômago embrulhava.

A noite estava quente. Seu ombro ardia devido a tatuagem que tinha acabado de fazer. Seu coração também estava em chamas, mas não era pelo calor e sim pelo contrato que tinha assinado com a maior Editora de Ficção do país, a Fantástica Books. 

– Eles publicam a Marvel! Tem noção, Aninha?

Os pequenos olhinhos de jabuticaba sorriram sinceramente para ela, sem nada dizer. Margot conhecia aquele olhar, virou a cerveja para se esconder atrás da long neck. Ela era muito tímida.

– E aí, cadê essa sua namorada que não chega? – perguntou para mudar de assunto, mas a amiga estava decidida a comê-la em pensamentos. – Wow! Acorda!

– Ah, então, ela está a caminho com a mãe dela. Logo chega.

– Meo, você é louca conhecer uma mina e já morar com ela em menos de um mês!

– É… pois é… quem eu quero não me quer…

A long neck virou esconderijo novamente. Margot passeou os olhos pelo lugar atrás de sua amiga, que também estava atrasada. O lugar era muito aconchegante, apesar de ser um galpão. Na lateral esquerda havia barraquinhas de artesanatos, bijuterias e roupas alternativas. Na lateral direita, quiosques com comidinhas para veganos e carnívoros. Logo à frente, o bar. As cervejas eram todas artesanais e muito saborosas. Acima do bar, o palco. A banda tocava jazz clássico com alguns mashups contemporâneos. Um gozo para os ouvidos!

Um clarão repentino a deixou desorientada. Margot sempre tivera olhos sensíveis. Procurou quem era, mas só vou uma mancha que cobria o rosto do sujeito.

– Oi, mil desculpas. Meu nome é Júnior, sou o fotógrafo da banda.

Margot só conseguia ouvir a outra voz no fundo: 

– Ju, deixa eu apresentar a Duda.

A cara dela também estava com a mancha de flash.

– Maaaaaa, cheguei! Desculpa o atraso 

Disse a amiga abraçando Margot por trás e pressionando seu estômago lotado de cerveja. Quis vomitar, mas elevou a cabeça, pressionou os olhos e os esfregou com os dedos. Quando voltou a si, estava cercada de sorrisos. Menos um rosto, que logo conheceria. Foi por etapas.

– Júnior, me dá só um minuto que já falo com você. Oi, prazer Duda – disse estendendo a mão.

Era uma velha horrorosa, pensou consigo. Mas se a Aninha está feliz…

– Essa aí é a Adriana, mãe da Duda.

– Ah, desculpa. Acho que já estou bêbada. Prazer Duda, agora a certa. E Adriana também. Sejam bem-vindas. 

Após os cumprimentos, as recém chegadas foram ao bar. Grazi, a amiga atrasada (e bêbada) fez questão de pontuar o que Margot já concluíra:

– Nossa, essa Duda não gostou de você. Viu o olhar de ódio?

– Vi! 

– Será que ela sabe que a Aninha gosta de você?

– Cala a boca, Grazi!

– Oi, Margot, desculpa interromper…

 – Oi Júnior, desculpa eu.

– Magina! Eu que quase te deixei cega… posso tirar mais fotos?

– De mim?

– É.

– Oxe, mas por quê?

– Eu te acompanhava quando era da Orquestra, era a mais tímida, recusava os solos…

– Me conhece da Orquestra?! – perguntou surpresa.

– Eu sentava sempre ao seu lado… 

– Não lembro de você… me desculpa.

Magina. Posso? – falou mostrando a câmera.

– Não gosto de câmeras.

– Deveria.

– Acho que ele quer te comer – Grazi sussurrou.

– Só mais uma foto e te deixo em paz.

– Okay.

Flash. Flash. Flash. Flash. O menino ficava de pé, de cócoras, ia para o lado, para o outro, para frente, para trás, virava e desvirava a câmera para todos os lados e o dedo nervoso clicando.

– Num era só uma?

Ele riu, corando. Margot se despediu e quando voltou à mesa, viu que estava sendo observada pela Duda com o mesmo olhar maligno de outrora. Credo!, pensou.

– Famosinha você… – Duda comentou.

– E ela acabou de assinar um contrato com a maior Editora do país!

Margot sentiu o olhar de Duda dos pés à cabeça. Temeu. Mudou de assunto para sair do foco.

– Aninha, e o salto de paraquedas?

– Por mim vamos até amanhã.

– De ressaca?

– Que bom que energia para salto de paraquedas você tem… – disse Duda com certo desprezo. – Mãe, vamos lá fora? Preciso de um ar.

Levantaram-se da mesa sem pedir licença. Duda era incrivelmente bela, mas igualmente mau humorada. 

– Desculpa, ela está estressada com o trabalho e a mãe dela ainda não aceita nosso namoro – justificou Ana com certa dose de constrangimento.

– Humm

– Adoro essa música!

Margot levantou-se e puxou sua amiga, Grazi, para dançar. As duas são amigas há muitos anos e adoram sair juntas para beber até perder a dignidade pelas ruas de São Paulo. A afinidade começou no trabalho. As duas formavam uma bela dupla criativa. Margot podia pensar na ideia mais louca para as campanhas publicitárias que Grazi ia lá e criava o visual. Coisa de cinema! Uma completava a ideia da outra, as piadas saíam por telepatia e claro, as duas eram muito, muito gostosas. Eram assediadas o tempo inteiro, em qualquer lugar. Decidiram criar o livro de assédios, com as cantadas mais toscas que recebiam. Juntas eram puro besteirol. Quando a música acabou e as duas pararam de dançar para aplaudir a banda, a cantora chamou o nome de Margot no microfone.

– Vem aqui dar uma palhinha, Margot. O Júnior falou que você é a melhor cellista que ele conhece.

– Vai lá, Ma! Ela é a melhor mesmo, gritou Grazi.

A cantora mostrou o violoncelo para Margot. Seus pés a levaram até lá, embora sua mente a mandasse fugir dali. Alice estava certa: “se você não cuida bem dos seus pés, eles te levam para onde você não quer ir”. Lewis Carroll agora, Margot? O que está fazendo? Corre, foge, você não é boa para tocar nesse lugar, vão descobrir que você é uma fraude, ainda dá tempo correr. Desmaia! Sempre funciona. 

O coração estava preso aos dentes. As mãos tremiam quando o calor da madeira do violoncelo as tocou. Ficou calma, serena. Não havia ninguém ali, estava só, em seu quarto. O cello se acomodou entre suas pernas, a mão esquerda caiu graciosamente sobre o braço do instrumento. O arco deslizou. Houve silêncio. Nada mais era ouvido naquele lugar a não ser as melodias daquele violoncelo. A música era desconhecida de todos. Não era um sucesso clássico. Era a mais profunda expressão da alma de Margot e o cello a traduziu muito bem. Eram , ali, uma coisa só. Quando terminou, Margot viu os sorrisos e as mãos das pessoas baterem em sua direção. Não conseguia ouvir nada. Apenas outra melodia que saía dos olhos de Duda para ela. A menina havia abandonado sua mãe lá fora e veio caminhando em direção ao palco, estarrecida com aquela criatura. A inveja deu lugar para outra coisa…

– Que linda, Margot. É sua música? – A cantora perguntou.

– Sim, eu compus.

– Bora tocar mais uma?

– Opa!

Quando desceu do palco e se juntou à mesa novamente, Margot foi extremamente cortejada. Ela não sabia bem lidar com aquilo, para falar a verdade. Sempre foi uma pessoa desengonçada e insegura. O que as pessoas viam de tão interessante? Não se achava bonita. Era baixinha demais. Cheia de sardas na cara. Não conseguia ir à padaria da esquina sem uma super produção. Sexo? Só com as luzes apagadas. Tinha vergonha de seu corpo. 

– Uau! Eu pensava que esse violoncelo em seu braço era puro enfeite – disse Duda. 

– A Duda escreve também, Ma – Ana interviu.

– Que legal. Escreve o quê?

– Poesias, na maioria das vezes.

– Ela está escrevendo um livro! Conta pra Ma, amor.

Duda soltou os cabelos e os jogou para o lado. Desabotoou dois dos botões de sua camisa e cruzou as pernas. Margot acompanhou cada movimento em câmera lenta. Lá vem bomba, é melhor eu ficar atenta, pensou.

– É um romance, mas ainda não terminei. Mas tenho um poesia aqui, quer ver?

– Claro.

Ela entregou o celular para Margot que, ao terminar de ler a poesia, concluiu: cruel, bela e poética. Interessante.

– Fico feliz que tenha gostado.

Margot estava se referindo à moça, não à poesia. Mas preferiu não corrigir o mal entendido. A noite continuou. Duda estava mais solta e sua mãe, ao contrário, estava passando mal. Ana cochichou algo em seu ouvido, a pegou pela mão e foram para fora.

– Eu já venho.

Margot aproveitou para ir ao banheiro.

– Para onde você vai? – disse Duda com certa firmeza, quase possessão.

– Vou ao banheiro.

– Vou com você.

Para chegar ao banheiro era necessário passar por uma mini pista de dança. Inclusive, estava lotada. Duda segurou o dedo de Margot e a puxou para desviar dos bêbados dançantes. Grazi estava entre eles. O toque inesperado fez Margot sentir um frio em na barriga. Deu tesão. Olhou a moça mais uma vez, lembrou da poesia, do decote… da Aninha. Não! Quando chegaram ao banheiro, Duda insistiu que Margot fosse primeiro. Seu riso era sedutor. Margot obedeceu.

Duda percebeu que a porta não fechava. Queria entrar ali e foder aquela garota. Por que não fazia isso? Sua mãe estava ali conhecendo a sua primeira namorada. Não podia fazer isso. E Margot era amiga da Ana, isso não ia ser legal. Mas suas ações foram menos racionais. Quando percebeu, já estava com a língua na boca de Margot. Apertou-lhe os seios, mordeu-lhe as orelhas e pressionou sua boceta contra a dela. 

– Você me deixa muito molhada, olha – pegou a mão de Margot e colocou dentro de suas calças. Margot soltou um suspiro gostoso em seu ouvido.

– Que delícia.

Duda tirou o vestido de Margot em segundos. Os bicos de seus seios estavam durinhos, ela os lambeu sem pressa enquanto apertava a coxa direita de Margot, que retribuiu com um puxão de cabelo, bem na nuca. Duda gemeu. Abriu a calça jeans apressada, tirou tudo em segundos, até a calcinha. Desceu de boca no sexo quente de Margot e começou a lambê-lo devagar. O líquido fazia sua língua escorregar mais fácil. Ousou colocar alguns dedinhos, Margot se contorceu de prazer. Lá dentro era muito mais quente e gostoso. Entrou e saiu enquanto a chupava. Cada vez mais rápido e mais mais rápido. Margot puxava a cabeça de Duda mais para perto, rebolava a boceta em sua boca, do jeito que queria. 

– Que língua gostosa, a sua, hmm.

Duda respondia com um gemidinho. A coisa foi ficando frenética até que o gozo encheu a boca de Duda. As pernas de Margot tremiam. Ela puxou Duda para perto e a beijou com muito tesão. Desceu a mão em sua boceta. Estava muito molhada. Levantou uma de suas pernas e encaixou bem, boceta com boceta e começaram a se esfregar. 

– Duda? Oi? Duda? Você não vai usar o banheiro?

Duda saiu de seus pensamentos eróticos. 

– Ah sim, foi mal, tava em outro mundo.

Margot lavou as mãos e esperou que a namorada da amiga saísse. Quando o fez, mais uma vez deram as mãos para atravessar a pista de dança. A mesa continuava vazia. Grazi estava atracada com um cara, Ana e a mãe da Duda estavam sumidas. Só restaram as duas. Conversaram. Muito.

– Nossa, eu pensei que você não gostava de mim quando chegou.

– Não gostava mesmo. Eu sei que a Ana é apaixonada por você, ela me disse.

– Coisa legal de se contar… – respondeu sem graça.

– Agora eu entendo o porquê…

O olhar era outro. Margot percebeu, mas fingiu demência.

– Acho melhor eu ir. Vou procurar a Grazi. 

– Ah, claro, vou atrás da minha mãe.

As lembranças passaram mais rápidas que isso. Alguns segundos de flashback. Duda agora era sua noiva e estava ali, insistindo que tivesse outras experiências.

– Mas eu não quero. Eu quero só você.

– Eu vejo como as pessoas te olham, elas te querem.

– Não é verdade! Eu estou aqui, com você, eu disse sim, não disse?

– Queria mesmo dizer?

Não. Sim. Quer dizer, sei lá. 

– Claro que sim! Eu amo você.

E era verdade. Margot realmente amava a Duda, mas não se sentia pronta para encarar um casamento. Se sentia covarde por não dizer não. Na verdade, não entendia por que Duda queria casar com ela. O que ela tinha de interessante para alguém querer passar a vida inteira ao seu lado? Estava arrebentada, colocando para fora os seus monstros.

– Então se me ama mesmo, vai aceitar abrir a relação. 

– Eu não quero abrir. Não consigo nem pensar em você com outra pessoa.

– Eu não vou ficar com outra pessoa.

– Então o quê? Pra quê isso?

– Eu só quero ter certeza que se houver outra, você ainda assim vai me escolher.

Que louca. O que eu estou fazendo aqui? Por que não termino? Por que não consigo terminar? Covarde, Margot. Você é covarde.

– Tudo bem.

Margot acordou cedo no dia seguinte como sempre. Foi correr antes de ir ao trabalho, como o de costume, mas o mundo estava diferente. Se sentiu livre para perceber as outras pessoas ao seu redor. Achou algumas delas bonitas. Até flertou. Interessante, pensou.

Foi para o trabalho com essa energia mais livre. Fez o de sempre. Ligou o Mac. Foi encher sua garrafinha de água e sua caneca com café. Voltou, digitou a senha e esperou a gerente de projetos chegar. Ela era pontual. Nunca deixava o Mac ligar por completo, vinha falar com Margot sobre os Jobs do dia. Ela era uma morena de uns quarenta e poucos. Meio sargentona, Margot adorava. A agência inteira sabia da quedinha que Margot tinha por ela. Não era segredo para ninguém. Tanto que no dia que Margot ficou noiva, todos a questionaram sobre a ela.

– Mais respeito, pessoal. Ela tem marido e filhos. 

Fernanda jamais largaria sua confortável e segura vida heterossexual por uma aventura com uma mulher. Apesar de que ela uma vez contou que uma ex-chefe a levou para ficar com ela em Londres por três meses, só as duas. Na época ela ainda era solteira. Agora, estava há quase 20 anos casada, mas tinha um segredo de trabalho que ninguém desconfiava: gostava de se tocar na sala de reunião. Inventava algum call com fornecedor e depois se trancava na sala. Sempre imaginava que Margot iria pegá-la no flagra.

– Posso continuar por você, se quiser…

Margot se aproximava, enfiava a mão entre suas pernas e terminava de tocá-la. Da janela dava para ver a ponte Estaiada e rio Pinheiros. Fernanda se sentia errada com esses desejos e isso de alguma maneira aumentava o seu tesão. 

– Margot, Jobs de hoje. Pode falar?

– Agora, Fê.

Margot deu uma boa olhada em Fernanda. Gostosa, pensou.

– Quer ir pra uma salinha?

– Reservei a sala de reunião. Vamos esperar o Dani chegar e daí volto pra chamar vocês.

– okay.

O Mac resolveu não ligar. Na verdade, nenhum deles. Dia de renovar a licença, ninguém trabalharia naquela manhã a não ser o pessoal de TI. Margot aproveitou para contar ao seu dupla, Daniel, o que Duda tinha aprontado.

– Pow, sua mina está te dando vale night e você fica aí sem saber se usa ou não? Baixa o Tinder. Eu tenho e já conheci pessoas legais lá.

– Tinder? De novo? Hum…

– Que tem, meo? Conheci minha mina atual no Tinder.

– Okay, vou baixar.

Baixou. Criou seu perfil e começou o frenesi de likes durante aquela doce manhã de segunda-feira. 

– Deu Match!

– Aêê, Margot, cai de boca.

– Dani, menos.

– Quê?

Daniel era um tipo raro de ogro romântico. Bonitão que você se apaixona até ele abrir a boca para falar. Aquele tipo de cara que leva para jantar e depois diz “tenho uma linguiça de 22 cm pra você depois do jantar. Melhor não comer tanto”. Ele tem aquela síndrome de… Asperger! Isso. E um dia Margot cedeu às suas fantasias sexuais e decidiu experimentar da tão falada linguiça do Dani.

– Okay, Dani. Vamos transar.

– Agora?

– É, agora. Está fazendo algo melhor?

– Não. Mas agora?

– Não me diga que não funciona pela manhã…

– Já estou duro. Bora.

Trancaram-se na sala de reunião. 

– Nunca comi uma lésbica.

– Cala a boca Daniel.

Palavras não eram o seu forte, mas Dani tinha pegada. Era sarado, gostoso, cheiroso e Margot gostou daquela coisa dura pulsando por debaixo das calças. Margot pôs a mão para sentir melhor. Abriu o zíper do rapaz e seu pênis pulou para fora. Quase que num instinto, Margot passou a língua na cabecinha dele. Daniel gemeu. Coloco-o na boca devagar, pressionando firme com uma das mãos. Com a outra ela massageou seus testículos.

– Nossa, que gostoso.

– Fala baixo!

Daniel aproveitou para passear suas mãos pelos seios de Margot. Beliscou os bicos durinhos, fez movimentos circulares delicados nas aréolas. Margot sentiu seu líquido descer. Daniel pareceu sentir o mesmo porque enfiou a mão lá. Pressionou bem a boceta da colega de trabalho com a mão e começou a masturbá-la enquanto era chupado deliciosamente. Margot se surpreendeu com a habilidade. Estava gostoso. 

– Enfia um dedinho.

Daniel obedeceu. Enfiou o dedo dentro dela, devagar. 

– Humm

Daniel ficou fora de si. Pegou a colega repentinamente pela cintura e a pendurou em sua cintura. Afastou a calcinha para o lado e encostou a cabecinha de seu órgão bem na entrada da vagina molhada da moça. Fez charme. Não entrou de uma vez. Esfregou seu pênis pelo clitóris. Estava muito molhadinho. Beijou Margot devagar e com a mesma velocidade a penetrou. Gemeu alto quando atingiu o útero e Margot lhe tapou a boca.

– Não grita! Vão pegar a gente.

– Foda-se. Gostosa.

Daniel metia muito gostoso e sem pressa. Não tinha só um pau imenso, sabia usá-lo. Deitou Margot sobre a mesa, tirou a camisa, a sua também. Era todo sarado. A visão de Margot estava perfeita. Seu colega gostosinho começou a foder mais rápido enquanto ela estimulava próprio clitóris. Nossa, que delícia. Como nunca dei pro Dani antes! Sentiu que ia gozar. Já? 

Daniel deu um tapinha em seu seio e puxou o biquinho devagar. Foi o ápice para Margot. Sua boceta começou a pressionar forte o pau de Daniel. 

– Isso, goza, gostosa. Vou gozar também.

Daniel esperou a moça terminar de tremer para tirar seu pau de dentro dela, ainda duro. Masturbou-se um pouco mais e gozou na lata de lixo.

– A dona Maria vai enlouquecer com isso aí.

Gargalharam. Dona Maria era a moça da limpeza. Vestiram-se lamentando nunca terem feito aquilo.

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– É só chamar quando estiver a fim que a gente manda ver.

– Vou te levar de presente pra Duda. Aguenta mais umas hoje à noite?

– Opa!

Quando chegou à casa, foi correndo contar a experiência para Duda.

– Mas já?

– Ué, você disse que eu podia, e o Dani sempre quis, a gente tava ali sem fazer nada…

– Tá bom – interrompeu – não quero saber dos detalhes.

– Pensei em trazê-lo aqui pra gente…

– Nós 3? Sem chance.

– Por que?

– Porque não gosto de homem.

– Nem eu, mas é o Daniel.

– Poderia ser o papa.

– E se fosse outra menina?

– Humm

– Humm?

– Pode ser.

– Vou arrumar outra mina então.

– Mas prefiro que transe com outras mulheres sozinha.

– Mas se eu achar uma que fique com nós duas, não preciso ir só. Prefiro fazer junto.

– Margot, não é sobre realizar fantasias, é sobre você se envolver com outra pessoa e ainda assim me escolher.

– E por que você não faz o mesmo?

– Porque eu sei o que eu quero.

Será que ela leu meus pensamentos? Será que ela sabe que eu não quero casar?

– Eu também sei o que eu quero.

– Será?

– Ai, olha, não quero brigar. Vou falar pro Dani não vir.

– Não, diz pra ele vir. Mas eu só quero olhar.

Daniel chegou. Estava animado. Cheiroso como sempre e mais atraente que o normal. Margot e Duda estavam tomando vinho e comendo chocolate. Convidaram o colega para entrar. Ele tirou os sapatos e se juntou a elas no tapete da sala. Deu um beijo de língua em Margot. Olhou para Duda em seguida, ela beijou Margot.

– Você não vai transar comigo, só com ela. 

– Entendido

Continuaram a se beijar, Duda e Margot. Daniel ia fazendo um carinho em seus cabelos. Ficou de joelhos atrás de Duda e lhe deu uns beijinhos nos ombros e na nuca. Ela gostou. Ele desceu a mão pela cintura dela, levou as mãos para frente e massageou seus seios. Ficou fazendo isso enquanto lhe beijava a nuca. Duda estava quase mudando de ideia sobre dar para o colega da noiva. Duda virou para Daniel e começou a beijá-lo. Margot tirou a camisa de Duda, ela estava sem sutiã e lhe chupou os seios. Passou a língua nos biquinhos e dava leves mordiscadas. Duda ficou maluca. Colocou a mão no pênis de Daniel por cima da calça. Estava duro. Margot foi lá e abriu o zíper. Daniel de acomodou melhor e tirou a camisa. Duda adorou a visão. O cara era gostoso! Duda começou a masturbá-lo com a mão. Margot se inclinou para dar uma lambida seu pênis. Dani gemeu e se desconcentrou. Era sua primeira transa a três. Margot e Duda se beijaram e cada uma pós uma mão no pênis de Daniel. Subiam e desciam, firmes. Depois se olharam e meio que por telepatia, decidiram chupar Daniel juntas. Começaram a lamber o pênis dele. Uma chupava a cabecinha, a outra lambia os testículos. Chuparam juntas bem gostoso. Daniel gemia bêbado de tesão. Duda colocou o pênis dele entre seus seios e o pressionou forte para cima e para baixo. Daniel a puxou pelos cabelos, devagar e a deitou no sofá. Começou a lamber sua boceta. Deu uns tapas nela. Duda gemeu mais alto. Margot adorou ver aquilo. Subiu de pé no sofá e foi beijar a boca da noiva, devorando-a. Daniel a chupava bem. 

– Ma, vem aqui. Quero ver vocês.

Margot se encaixou em Duda, que lhe arreganhou as pernas. Margot começou a deslizar em cima dela, boceta com boceta. Margot adorava aquela posição. Tinha que ficar suspensa no ar, praticamente, fazendo um tipo de prancha sexual. Daniel se mastubava vendo as duas transarem. Interrompeu a brincadeira para beijá-las.

– Me come – disse Duda para ele.

O rapaz não hesitou. Pós a moça de costas para ele, levantou uma de suas pernas e de ladinho, meteu seu pênis dentro dela. Entrou, saiu, entrou e saiu, entrou e saiu. Margot no sofá se masturbando vendo tudo. Duda gozou no pênis do rapaz, foi até rápido. Não transava com homem há tempos, foi bom relembrar. Ainda duro, Daniel deitou em cima de Margot, no tradicional papai-mamãe. A barriga dele encostava no clitóris de Margot quando entrava e isso deixava aquele movimento mais gostoso. Margot abriu mais as pernas, puxou mais para si a bunda do rapaz, arranhou-lhe as costas, enlouqueceu. Gozou. Ele também. 

Repetiram isso a noite inteira até morrerem de exaustão. Pediram comida, tomaram mais vinho, dormiram juntos. 

No dia seguinte, Vinícius e Margot foram juntos para o trabalho. Margot antes tinha receio de perder a amizade, mas o negócio fluiu bem. Ficaram mais amigos e até o trabalho passou a se desenrolar melhor. Transavam quase todos os dias. E quando queriam mais privacidade, passavam a hora de almoço juntos num motel. Ambos ganhavam muito bem, então luxavam nas escolhas das suítes.

Os dias correram mais divertidos, Margot até tinha esquecido do Tinder quando seu celular vibrou. Um novo Match!

– Que gatinha, olha Dani. 

– É mesmo.

Beatriz e Margot começaram a conversar. O papo fluiu bem, tinham bastante coisa em comum, a começar pelo prazer em super Nintendo. Marcaram de se encontrar para jogar, beber e jogar conversa fora. Mas sempre acontecia algum imprevisto. Margot pensou que aquela menina poderia ser a tal encruzilhada afetiva de que Duda tanto falava. Ela tinha potencial para desenvolver um romance, até descobrir que Beatriz sequer tinha transado com mulher. 

– Não dá, Dani. Não tenho saco pra curiosas e sapatão de primeiro semestre. Num deve saber nem chupar uma boceta.

– Sabe. A gente já nasce sabendo.

– Teu cu.

– E outra, se não souber tu ensina.

– Eu não.

– Deixa eu ver a foto de novo.

Margot mostrou.

– Eu ensino.

– Idiota.

Riram.

Margot deu uma esfriada em Beatriz. Deixou correr os dias, não foi muito atrás e aquele romance em potencial foi esquecido. Até que algo diferente aconteceu…

(Continua)

 

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Juliana R. S. Duarte
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