Um caso de amor secreto

clem-onojeghuo-207467-unsplash

Eu adoro o dia dos namorados, independente do meu status. Solteira ou não, eu sempre comemoro a data. Solteira principalmente, até porque mereço receber todo amor do mundo de mim mesma, né?

Mas daí eu fiz uma brincadeira no dia dos namorados deste ano, que foi relembrar minhas paixonites da infância. Lembrei que eu sempre adorei festa junina e sempre participava das festas na escola.

Revi as fotos, até noiva eu já fui! Que delícia resgatar essas memórias, até o cheiro da pamonha cozinhando eu senti! Inclusive, vou dar uma dica para você que está lendo este texto e nunca foi às festas juninas do Nordeste, vá! Sério, são lindas.

Mas voltando… uma lembrança em particular me tocou. Foi assim: eu era apaixonada pela filha da diretora da escola, mas ela era muito mais velha que eu. Para tornar a história bem clichê, o menino mais bonitinho da escola gostava de mim. Sempre assim, né?

Pois bem, como todos os anos eu me inscrevi para participar da festa da escola e como sempre, diretora sorteava aleatoriamente quem seriam os pares amorosos. Pois num é que o menino mais bonito e eu fomos escolhidos como pares e pior! Como os noivos da festa! Nunca entendi porque não sorteavam duas meninas. Lembro que ele deu uns pulinhos de alegria e eu sorri forçadamente buscando o meu caso secreto de amor.

Veja também:  O reconhecimento do corpo após a maternidade

Pode-se imaginar o quanto esse moleque me cortejou até dias antes da festa. Minha mãe alugou o vestido de noiva e tudo o mais. Chegou o grande dia… meu caso sequer ia participar naquele ano, ainda assim, torcia para vê-la por lá.

Então começaram os preparatórios. Os pares estavam feitos, todos alinhados, exceto… cadê o noivo? A diretora ficou maluca, o chamou pelo microfone, ninguém o tinha visto. A irmã dele correu ao encontro da diretora e cochichou algo em seu ouvido. As ventas da mulher quase pularam da cara de tanta raiva.

Então ela mandou chamar sua filha e a professora ao lado obedeceu. Instantes depois ela surgiu e meu coração quase explodiu no peito magrelo. A vi olhar para mim, chateada. Não entendi nada. Saiu a pesadas passadas, a professora em seu encalço.

Veja também:  Pela primeira vez cacheados ganham de cabelos lisos em pesquisas no Google

Enquanto isso a diretora voltou a animar o público. Tentei perguntar o que estava acontecendo, mas acho que o questionamento ficou só na minha mente, tinha vergonha de falar. Meu amoreco de infância voltou e estava vestida de homem matuto. A diretora fez um bigode debaixo de seu nariz, fez um coque em seu cabelo e grudou um chapéu de palha. Ao fim, apontou para mim e de repente a doce menina começou a se aproximar.

– Cadê o Floriano?
– Hoje eu vou ser o seu Floriano idiota – disse puta da cara.

Não consegui esconder minha felicidade. Aquele dia foi mágico, mesmo ela odiando cada minuto. Até sua raiva tinha lá a sua beleza. No fim de toda a festa, acabamos desenrolando algum assunto e ficando amigas o restante do ano. Claro que nada aconteceu, foi meu caso secreto de amor e isso já me bastava.

E você, tem alguma história de amor de sua infância? Conta pra gente nos comentários.

Sem mais delongas,
Juliana R.S. Duarte

banner_728banner_728banner_728banner_728

Deixe um comentário

Seu endereço de email não será publicado. Os campos obrigatórios estão marcados com *