Sobre como me fazer gozar

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Ficar de quatro e brincar de submissa, fazer uns gemidos forçados para atiçar o tesão e gritar que tá uma delícia para aumentar a vontade do momento é legal às vezes, reproduzir aquela cena clássica de qualquer filme pornô na hora do sexo, hum… brincadeira de adulto é muito divertido.
O problema é quando isso é só o que se tem para receber.
É muito comum as mulheres acharem que devem gozar no ato sexual apenas (apenas!!!) com penetração. E muitas vivem se cobrando dessa “incapacidade”.
Não atoa!
Você sabia que gozar somente com a penetração é quase um mito que geralmente (e com bastante frequência) é a regra nos filmes pornos criados por homens e feitos para homens, no qual os homens expectadores (e as mulheres) acreditam piamente que é verdadeiro.

 

Impressionante a quantidade de filmes que exaltam a meteção do cara que deixa a mulher de quatro sem ele nem ao menos se preocupar com o que ela está sentindo. E é muito interessante perceber que nessas produções a mulher não impõe seus desejos, como dizer; “querido, vai mais devagar”, “chupa mais forte”, “lambe mais lentinho”.
Acontece que, nos filmes, de um jeito mágico, com aquela meteção toda, a mulher goza para caramba, geme alto, e ainda fala que está um delícia.
Que coisa estranha e mais comum temos aqui. Na vida real, fora das telas dos pornozão, é assim que é a desenvoltura da galera no ato sexual e por isso as mulheres reclamam tanto. Só tem um detalhe muito importante, na minoria das vezes a mulher está realmente gostando, e na menor minoria ainda as mulheres gozam dessa maneira; sem impor seus desejos, suas vontades, seus limites.
Mulher goza com diversos estímulos, mulher goza em um ritmo diferente do homem (e cada uma tem seu ritmo), mulher precisa de mais que uma rola entrando e saindo para gozar.

 

Essa exaltação de “rola ereta” gera grandes confusões na cabeça (não na de baixo) dos homens, eles realmente acreditam que tem a “rola encantada”. Realmente acham que entrar e sair deveria ser suficiente, e se a mulher não gozar ela tem algum problema. E a mulher passa a acreditar que ela tem algum problema porque não goza com uma rola entrando e saindo; se o cara goza por que ela não goza? É uma boa pergunta para eu mesma responder: porque o homem tem pênis e ele sabe que fazer o mesmo movimento repetitivamente, seja com a mão, com uma boca ou com a penetração (que pode ser feita na mulher, numa boneca inflável, ou numa torta de maçã), ele vai gozar. A mulher tem uma estrutura complexa, tão potente quanto desconhecida. Uma estrutura que muda completamente de uma para outra e ninguém sabe onde e como deve-se toca-la.

 

E tanto não sabem quanto não se preocupam em saber. Fica fácil para eles transarem assim. Imagine: sexo casual, saiu com aquele cara pela primeira vez, ele vai lá, mete, mete, mete, goza. Segundo round, dá uma chupada mal feita, mete, mete, mete e goza. Terceira tentativa, a mulher tenta guia-lo, o cara não se toca, acelera o ritmo e goza.
Quem de nós nunca passamos por isso?
Pois é. Estamos todas no mesmo barco. Somos problemáticas? Não! Devemos ser exigentes se quisermos gozar (às vezes não queremos gozar). Sim, temos que ser exigentes!!!
E para sermos exigentes precisamos de uma coisa: nos tocar mais, conhecer mais nossa vagina (buceta, piriquita ou perereca).

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