Shibari: saiba mais sobre o fetiche da amarração

O shibari vai além de simples nós. É a arte da amarração de origem oriental

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A arte da amarração é um fetiche mais conhecido como shibari. Parece loucura para alguns, mas tem muita gente por aí que sente prazer com isso. Sem contar que também temos a adaptação dele para o bondage, que aí o negócio parte para um lado mais sexual.

O shibari é uma técnica milenar japonesa que consiste em amarrar o outro com nós super bem trabalhados, o que chega a ser bonito aos olhos de quem vê e prazeroso para quem sente. A pessoa pode ou não ficar suspensa aos ares, só depende da sua vontade. Várias cordas, vários nós. Esse é o prazer do shibari.

Como funciona

A pessoa que amarra o outro pode ser chamada de rigger, enquanto a pessoa que gosta de ser amarrada é chamada de ropebunny. O shibari não necessariamente precisa estar atrelado à uma questão de dominação e submissão, diferentemente das práticas de BDSM (Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo).

São feitos nós bem elaborados, como uma arte. A corda entrelaça suas mãos, passa pela cintura, com voltas difíceis de contar, sobe até o pescoço e não se sabe onde vai parar. As pessoas chegam a confundir o shibari com tortura, o que é bem diferente. Você não deixaria alguém te amarrar, te colocar de ponta cabeça e ficar calada, né? Fetiche é fetiche. Gostos são gostos.

A pessoa sente prazer em estar amarrado e imobilizado. “É como se você relaxasse, já que as cordas estão me segurando e mantendo a postura”, conta Mayumi Sato, diretora de marketing do Sexlog, quepassou pela experiência e contou no canal. O importante é sempre deixar o outro confortável, já que são amarrações e isso pode matar a pessoa dependendo da intensidade. Consenso entre ambos os lados é essencial para essa prática.

O lado sexual do fetiche

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O shibari puxando para o lado sexual, é mais conhecido como bondage japonesa. O que aí sim é um fetiche de cunho sexual atrelado às práticas de BDSM. A pessoa é amarrada durante práticas sexuais, como mostra um pouco na trilogia Cinquenta Tons. Bondage significa práticas sexuais de imobilização do parceiro com correntes, camisa de força ou qualquer material. Bem a cara do shibari, né? Só que um pouco mais hard.

Para os praticantes de BDSM, o sexo comum chega a ser “baunilha”, sem graça. Por isso, há a necessidade de apimentar o momento de um modo diferente. Um nível mais hard. Com cordas. Com nós. Com o parceiro imobilizado. Ou até mesmo você sendo imobilizada. O shibari junto ao BDSM é mais do que um fetiche.

Ficou curiosa em testar essa prática? Vem ver um pouco mais na entrevista que a Mayumi fez com o especialista Amauri Filho:

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