Quando uma mulher morre, parte de nós morre com ela.

Quando uma mulher morre, parte de nós morre com ela.

A gente cresceu aprendendo muita coisa errada, entre elas que mulheres são rivais. Com o passar do tempo, fomos aprendendo que somos o oposto, fomos descobrindo a nossa força, o nosso poder. O feminismo evoluiu consideravelmente, mas ainda é tratado de maneira confusa por muitas mulheres, porém, também nos possibilitou uma união indescritível e essa união a cada dia que passa, se torna mais forte. E diante disso, quando uma mulher morre, parte de nós morre com ela. Porque nós aprendemos a nos tratar como irmãs, como iguais, aprendemos a nos proteger e ver uma de nós partir nos deixa despedaçadas.

Eu conheci o Cínicas numa postagem da Mayumi Sato, que agradecia a parceria e apresentava a Sabrina Bittencourt como nova colunista aqui. Me apaixonei instantaneamente por aquela mulher tão forte, tão guerreira, uma mãe incrível. Por não viver no Brasil, nunca tivemos a chance de nos conhecer pessoalmente, mas nossa admiração e carinho era mútuo mesmo com um oceano entre nós. Quanto mais eu conhecia aquela mulher que aprendeu a amar e respeitar seu corpo, mais eu sentia orgulho de viver na mesma época, de ter entre os meus contatos e de receber mensagens de carinho e elogio sobre mim e meus projetos.

Veja também:  Minha primeira experiência com o coletor menstrual!!

Quando uma mulher morre, parte de nós morre com ela.

Após o meu primeiro texto aqui, Sabrina me elogiou e comentou sobre a importância de levantar também a bandeira do feminismo negro. Ali eu vi que o universo me presenteava com mais uma feminista, ativista e empoderada. Com Sabrina aprendi que muitos homens (e até mesmo mulheres) tentam nos silenciar e, ainda assim, devemos ir adiante e desmascarar o machismo, lutar contra o assédio e sim, denunciar sempre! Aprendi que muitos vão duvidar de nós, colocar nossa credibilidade em jogo, mas se estivermos fortes e unidas, nada pode nos parar. Sim, somos imparáveis.

Nossos aprendizados e ensinamentos são como raízes bem fincadas no solo. Podem nos podar, nos cortar, nos ferir. O que não podem mais fazer é nos silenciar, nos esconder. Somos muitas e somos fortes. Quando uma de nós cai, como Marielle e agora Sabrina, surge uma força fora do comum dentro das que ficam na luta. A gente morre um pouquinho, a gente tem medo do que está por vir, mas a gente tem uma chama de esperança dentro de nós.

Veja também:  Não somos um objeto de desejo

A partir do momentos em que uma mulher entende o tamanho da sua força, nem a morte lhe para. Porque apesar da morte derrubar seu corpo físico, seu legado se perpetua através de outras mulheres. O feminismo é essa coisa louca de união, sororidade, confiança e força. Sabrina infelizmente nos deixou e levou consigo um pedaço de nós. Entretanto, Sabrina deixou frutos e raízes, porque entre nós, mulheres feministas, ativistas e guerreiras, ninguém solta a mão de ninguém.

banner_728banner_728banner_728banner_728

comentários

  1. nossa Si, obrigada por esse texto <3 ter tido contato com a Sabrina foi de um aprendizado gigante, só tenho a agradecer ao universo pela oportunidade de ter dividido com ela (e com você e com tantas outras) esse mesmo tempo-espaço.

    • Só agora eu vi teu comentário, mas quero novamente te agradecer por unir tantas mulheres incríveis nesse espaço! <3

Deixe um comentário

Seu endereço de email não será publicado. Os campos obrigatórios estão marcados com *