Por que ainda romantizamos o orgasmo

Por que ainda romantizamos o orgasmo

Se você é uma mulher adulta, certamente já se questionou sobre o fato do orgasmo não ser exatamente tudo isso que pintam por aí. Vai dizer que nunca passou por isso: você acaba de gozar, mas não há nenhuma ligação entre você e o corpo ao lado, também ofegante. E então veio um sentimento de “então é só isso?”.

E os sinos, os fogos de artifício e a vontade de passar o resto da vida juntos?

Ao contrário de tudo o que você aprendeu nos filmes, fazer sexo e ter orgasmos não está só ligado ao romance, ao amor e às juras do “viver felizes para sempre”. Sexo não é amor, amor não é sexo e, apesar de ambos serem vendidos juntos, não é um combo que vai te fazer ter um orgasmo, infelizmente.

Eu vou querer o que ela está tendo

Um estudo publicado no  Socioaffective Neuroscience & Psychology afirma: “é a experiência subjetiva de uma mulher, juntamente com sua anatomia específica, e respostas fisiológicas, que definem o que é e o que não é um orgasmo feminino”. Em outras palavras, o orgamo feminino pode acontecer de diversas maneiras e intensidades. Existem dois fenômenos distintos no sexo: um deles eu chamo de gozo, o outro eu chamo de orgasmo. Isso vale para toda a definição de gênero sexualmente ativa. O gozo, como vou tratar aqui, possui uma intensidade baixa, não tem ligação sensorial com o resto do corpo e carinhosamente chamo de quentinho.

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Em geral, por conta da liberação de endorfina, traz relaxamento e sono. Com sorte, em dias frios como os de julho, você pode dormir de conchinha depois. Já o orgasmo costuma trazer espasmos, alteração brusca na respiração e uma distribuição de reflexos por toda a extensão corporal. Ele gera energia, o que não significa necessariamente sexual.

é quase impossível ficar bonita no auge

O orgasmo, por exigir bastante conhecimento do próprio corpo e a didática rítmica do outro, tende a ser alcançado com mais facilidade entre parceiros que já possuem relações com uma periodicidade maior. Isso não quer dizer que algumas horas ou uma rapidinha bem dada com alguém desconhecido não podem te levar ao ápice do prazer.

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Por isso, não confunda orgasmo com amor pra vida toda. É nesse momento extremamente molhado que caímos em grandes ciladas. Uma boa trepada pode virar a maior dor de cabeça quando romantizamos o ato de ter prazer. É só se lembrar que, na maioria das vezes, nossos travesseiros são mais macios que os braços dos parças que a gente sai e a gente goza com a mão muito mais vezes, por isso não precisamos do genital de outras pessoas. Já diria Arnaldo Antunes: “ela goza com o sabonete / não precisa de você / ela goza com a mão / não precisa do seu pau” – (ouça a música).

Então, antes de sair achando que o seu orgasmo depende de alguém, tire um tempo para se conhecer. Só você conhece o seu corpo tão bem, sabe os pontos sensíveis, o que te faz ver estrelas ou não. Sexo com amor é ótimo, mas gozar sozinha pode ser ainda melhor.

comentários

  1. Muito bons os textos!

  2. Informações muito legais....

  3. Boa noite.
    Só tenho tenção, se minha parceira tiver.
    É normal essa pendência???

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