Pela primeira vez, o empreendedorismo feminino supera a dos homens

empreendedorismo feminino

Pesquisa revela que o empreendedorismo feminino tem sido destaque no Brasil nos últimos anos

Mulheres poderosas desse Brasil, que pensam em ter seu próprio negócio ou já trilham esse caminho, vejam a força do empreendedorismo feminino no mundo dos negócios nos últimos anos. Com grandes conquistas, pouco a pouco, vamos deixando nossa marca também nesse universo.

Segundo um estudo realizado pelo Women Entrepreneu Cities Index (WE-Citites), as empreendedoras está crescendo no mundo todo a uma taxa de 10% ano.

No Brasil, as mulheres também mostram a sua força no mercado. Segundo a pesquisa Globlal Entrepreneurship Monito (GEM) 2016, realizada pelo Sebrae, a taxa de empreendedoras femininas entre os novos negócios com cerca de até 3 anos e meio em atividade, está a 15,4%, enquanto que a masculina em 12,6%. Pela primeira vez, as mulheres mostraram-se mais empreendedoras.

Mais números

A estimativa do Sebrae é de o que o faturamento de 75% das empreendedoras chegue a R$ 24 mil por ano. Elas já ocupam 43,2% dos cargos de gerência nessas micro e pequenas empresas.
Nos últimos 14 anos, o número de empresárias subiu 34%, segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas.

Por que as mulheres estão empreendendo?

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Algumas razões têm despertado nas mulheres a busca pelo próprio negócio. Viviane Narducci, professora da Fundação Getúlio Vargas (FGV), especialista em gestão estratégica de pessoas e PhD em Administração de Empresas, nos conta que “existem alguns fatos que justificam tal decisão como, por exemplo, a resistência dos empregadores em contratar mulheres, principalmente, as que são mães ou as que podem se tornar mães a qualquer momento, a necessidade maior das mulheres, em função de suas múltiplas atividades e de possuir flexibilidade de horário.”

Viviane Narducci, professora da Fundação Getúlio Vargas (FGV), especialista em gestão estratégica de pessoas e PhD em Administração de Empresas

Ainda segundo as pesquisas, as mulheres se tornam empresárias por causa dessas necessidades. Entre o quadro geral de novos empresários, 48% optaram pelo empreendedorismo porque precisam, número que para o total de homens empreendedores está em 37%.

“Afinal, não podemos esquecer que o empreendedorismo feminino, muitas vezes, vem ao encontro da iminente necessidade de complementar a renda da casa e, em alguns casos, a manter integralmente” analisa a especialista.

Poderes e responsabilidades

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Com a crise econômica atual do Brasil e o cenário de instabilidade política, a renda das mulheres tem ganhado cada vez mais importância dentro do orçamento familiar. Sem contar que 4 em cada 10 lares brasileiros são liderados apenas por mulheres, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD).

“É fato que mesmo quando a mulher encontra a empresa que não resiste à contratação feminina, ela ainda se depara com a dificuldade de conciliar seus diversos papéis. Muitas não têm com quem deixar os filhos e não possui condições econômicas que viabilize o pagamento de uma creche. Com o empreendedorismo, muitas vezes, esta mulher trabalha em casa e pode ter a tão sonhada flexibilidade de horário” conclui Viviane Narducci.

 

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