O que é Swing?

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Swing na Wikipédia tem definição, mas na vida real é muito mais complexo que uma descrição escrita provavelmente por quem nunca sequer experimentou ou cogitou a possibilidade de experimentar. E vamos combinar: a teoria aceita tudo!

Não é uma perversão sexual, não é um alimento da indústria pornográfica e não é uma forma de extravasar demônios internos. Praticantes de swing vivem um lifestyle assim como pessoas que acreditam em algo que é melhor para si. É como decidir ser vegano, ciclista ou qualquer coisa que você aprenda que vai fazer melhor para você e para sua evolução. Sim; praticar swing é uma evolução da espécie para sobrevivência!

Você sabia que carregamos conosco sinais fortíssimos da evolução humana, como a ausência do palmar longo, que já foi muito útil para que nossos ancestrais se pendurassem em árvores mas que hoje não tem utilidade funcional – a ponto de 1 bilhão de pessoas no mundo simplesmente não ostentarem o músculo na sua estrutura óssea, sem qualquer prejuízo à sua vida (lembrando que somos mais de 7 bilhões no mundo). Assim como o palmar longo, outros “vestígios” da evolução podem ser facilmente encontrados em qualquer corpo humano: o músculo eretor dos pelos que nos provoca arrepios, os dentes de siso (conhecidos como terceiros molares), o apêndice, o tubérculo de Darwin, o músculo plantar. Todos aparentemente sem utilidade, mas que um dia foram importantes para os ancestrais do homem.

O nosso corpo muda de acordo com as necessidades ao nosso redor e isso justifica porque o swing é questão de sobrevivência da espécie atualmente. Estamos tão cansados e saturados de sermos impedidos de sentir prazeres que fomos criados para sentir, tudo em nome de uma regressão cultural absurda ao longo dos séculos. Um padrão moral que foi sendo estabelecido após muitas guerras que nem temos noção de suas dimensões. Pessoas morreram em nome da moral cívica e religiosa instituída por “lideres” de qualquer coisa, mundo e eras afora.

Como eu sempre digo em minhas palestras sobre o ciúmes: ele é algo engraçadamente burro. Você não controla os pensamentos e o desejo de seu par, portanto, quanto mais você reprimir, mais desejo interno você vai causar.

Sabe quem é muito ciumento? O Estado.

O ciúmes que ele tem da liberdade do povo está para o ciúmes que você sente da liberdade de seu par – você aprendeu com ele. Se ao invés de reprimir os instintos nós auxiliássemos nossos pares a suprir seus desejos que também são nossos, só que junto conosco, evitaríamos uma série de problemas em casamentos, divórcios, filhos de pais separados, frustrações pessoais e baixa auto estima.

Veja também:  Como saber se você está preparado para o Swing?

Porque o Estado é ciumento e o que isso tem a ver com evolução da espécie? Porque moralidade é como o palmar. Antes pendurava os macacos; hoje não mais! Não precisamos mais da “evolução moral” de 1700, mas vivemos como se ainda estivéssemos lá, tudo isso por interesse de nada mais, nada menos que o estado – tanto faz religioso ou não. Sempre há interesse.

Com a moralidade você freia as pessoas.

Quanto mais medo, mais ciúmes, mais vergonha de si, menos coragem! Menos revoluções! Pessoas felizes não compram, não precisam pagar tratamento psicológico e não ficam dependentes. Pessoas independentes evoluem mais rápido, e quando eu acho que essa evolução está prestes a acontecer, eu percebo que ainda estamos no modus operandi da Idade Média.

O que seria do Estado e de grandes instituições religiosas-financeiras se pudéssemos ser quem conseguíssemos? Minha nossa, se com 10% da capacidade do cérebro fazemos coisas inigualáveis, imagina se pudemos expandir isso?

Cada bairro seria seu próprio país e cada pessoa seria dona de si própria!

Por muitos anos eu ouvi Deus através de alguma instituição religiosa; e era bom.

Mas ouvir Deus dentro de si em cada ação que você vai fazer, em cada pensamento e a cada segundo é simplesmente fantástico; e o melhor, sem medo algum de condenação religiosa ou moralmente cívica. Apenas com a ética; apenas com seu próprio juízo!

Unus quisque mavult credere, quam judicare (qualquer um prefere crer do que julgar por si mesmo).

Filósofos livres formando pessoas que evoluem ainda mais formando uma cadeia sustentável de pessoas decentes. Pessoas que não traem, não mentem, e que se amam de diversas formas que o amor pode ser entendido! Isso é swing, respondendo a pergunta.

É você ter a oportunidade de estar ao lado de quem você ama e de quem você decidiu dividir tudo na vida (menos no sexo, né?), a oportunidade de aprender, conhecer e amar todas as pessoas que passarem na sua vida de alguma forma sem deixar o compromisso, a felicidade e o respeito do casamento.

O Swing me ensinou inclusive a amar pessoas que eu não tenho relações sexuais. Hoje eu dou muito mais valor para aquela pessoa que nos dá bom dia sem qualquer motivo aparente na rua ou que é gentil de alguma forma. O swing me ensinou ver beleza onde antes eu não via. Me ensinou a aproveitar e amar o mundo cada dia mais de todas as formas. Me aproximou de Deus quando eu aprendi dar valor para sua criação. Aprendi a ser cada vez mais ética e menos moralista!

Veja também:  Dicionário do sexo: saiba mais sobre as gírias sexuais

Hoje eu tomo cuidado com os sentimentos das pessoas pois eu sei que a maioria delas é apenas alguém como eu no passado, querendo ser livre sem poder.

Meu esposo e eu beijamos bocas diferentes, tocamos em corpos diferentes e aprendemos a cada dia mais do mundo. Sentimos cada vez menos ciúmes, cada vez menos necessidade de gastar dinheiro e nos encaminhamos a cada dia rumo ao preenchimento de um vazio inexplicável causado por um rombo cultural criado por um inimigo da liberdade – um manipulador social.

Hoje não precisamos que nos digam onde estamos errando. Nós mesmo fazemos isso em tudo; no trabalho, com os filhos, com a família e com nossos deveres. Nós mesmos nos cobramos dia e noite. Nos julgamos e nos melhoramos dia a dia!

No meio de qualquer tarde ociosa lembramos de amigos que não vemos mais e os colocamos na lista de prioridades da vida, tudo porque aprendemos a amar melhor.

Você precisa de definição? Ok, vamos lá!

Swing é troca de casal, sexo à três, à vários… É orgia, suruba. É dupla penetração e tem até gíria né? Noronhe-se que estão falando por aí? Como se swing fosse um estado primitivo de frenesi após uma incontrolável bebedeira… Como eu disse no começo, como se fosse a liberação do pecado humano; algum tipo de expurgo. Algum segundo de Purga!

Swing não pode ser definido. Um lifestyle liberal vai além de todas essas definições. Swing é sentir o que foi criado para sentir e respeitar cada forma de criação com sua individualidades. Complexo né?

Enquanto você não entender isso, jamais vai entender o que é swing.

Na última festa do ano de 2019 ligeiramente embriagada (coisa que eu quase nunca faço), eu pego no microfone em cima do palco e digo: – Esse ano foi incrivelmente maravilhoso e extremamente difícil. Mas passamos não passamos? Então vamos beber, dançar e se divertir que hoje a noite é nossa! Naquela noite sexo nem sequer era prioridade!

Voluptas cresce, nossa mensagem ao mundo aumenta e não há um único dia que eu não acorde e seja grata por hoje ter me tornado uma mulher livre!

Como eu mesmo coloquei no site da Voluptas: Clavis est ad novum; sim nossa sociedade é um presente ao mundo. Somos uma faculdade da evolução humana e formamos todos os dias, doutores que irão espalhar ao mundo um antidoto para aprisionamento e o descontrole emocional! Bem vindos a 2020!

Espero vocês em Veneza!

Camila

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