Mulher negra ganhou espaço na publicidade brasileira, aponta pesquisa

mulher negra na publicidade

Pesquisa revela evolução, mas ainda estamos longe de representar a sociedade brasileira

Os negros representam mais da metade da população brasileira e, mesmo assim, temos dificuldade de enxergar essa realidade nas peças publicitárias. Isso se deve ao racismo que ainda está enraizado na nossa sociedade.

A mulher negra ganhou representatividade na publicidade brasileira, segundo pesquisa da agência Heads, empresa signatária da campanha He for She, da ONU Mulheres. Os números também revelam que 21% das protagonistas de campanhas veiculadas na televisão no segundo semestre de 2017 eram negras, sendo que no primeiro semestre o índice é de apenas 4%.

Em 91% dos casos as mulheres negras aparecem empoderadas, se tornaram protagonistas e aparecem exercendo papéis de destaque nas propagandas, deixando de lado os estereótipos sociais.

Celebridades

A influência de personalidades negras foi essencial para o aumento dessa representatividade. Entre as celebridades que foram vistas na propaganda ano passado estão a apresentadora Bela Gil, a atriz Sheron Menezes e as cantoras Karol Conka e Preta Gil.

Homem negro

O levantamento analisou 5,8 mil peças publicitárias exibidas na TV – também mostrou que o total de homens negros em propagandas foi bem mais baixo do que o das mulheres, ficando em 8% no segundo semestre do ano passado.

Outras minorias

Somente 0,12% das campanhas veiculadas no segundo semestre de 2017 mencionaram os portadores de algum tipo de deficiência. A população LGBT também foi deixada de lado, aparecendo em 0,33% dos conteúdos.

Sobre a pesquisa

Durante uma semana neste segundo semestre foram monitorados, durante 24 horas, 5.834 peças, 2.451 inserções de 30 segundos, 35 segmentos de mercado, e 228 marcas. No Facebook 1.183 posts foram estudados, representando 142 marcas de 24 diferentes segmentos de mercado.
O Núcleo de Estratégia da Heads avaliou, por exemplo, quem são os personagens dos comerciais e também dos posts no Facebook, como estão retratados e o quanto contribuem para equidade de gênero. O levantamento também considera pontos como sazonalidade, influência de fatores externos, como grandes eventos, férias escolares, e também uma possível diminuição de estereótipos em virtude do inverno.

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