Minha experiência: fui a uma festa body positive e contei como é

Eu ainda estou extasiada com a festa “Toda Grandona” que rolou dia 16 de junho. “Tá querida, legal, mas que festa é essa?”. É uma festa body positive, onde as pessoas gordas que sempre sofreram em baladas e roles convencionais são enaltecidas.

Minha experiência: festas body positive

Eu ainda estou extasiada com a festa “Toda Grandona” que rolou dia 16 de junho. “Tá querida, legal, mas que festa é essa?”. É uma festa body positive, onde as pessoas gordas que sempre sofreram em baladas e roles convencionais (E NA VIDA NÉ), são enaltecidas, mostram e amam seus corpos. E lá só entra quem é gordo? NÃO! Todo mundo que respeita o outro, que é livre de qualquer preconceito, é muito bem vindo. Até porque a ideia é você amar seu corpo, é mostrar que todo mundo deve sentir amor próprio e acabar com esses preconceitos e estereótipos que a sociedade impõe.

Agora além desse ambiente INCRÍVEL, rolou também na festa body positive o lançamento da música “Toda Grandona” das manas do Rap Plus Size, que fala justamente sobre o fato das pessoas precisarem aceitar o corpo gordo, sobre como essa característica não é algo errado, resumindo é um tapa na cara dos gordofóbicos é um hino maravilhoso. Pra entender melhor o que eu estou falando, vou deixar o clipe aqui pra você assistir e se deliciar!

Eu não sou a maior baladeira do mundo, mas teve um período da minha vida em que eu saia quase todo final de semana e geralmente era ou pra uma balada sertaneja ou pra Rua Augusta. E teve um um fato que aconteceu nessa balada sertaneja (até fechou já). A balada era boa, os cantores eram legais, mas as pessoas em grande parte eram do tipo que te julgam com o olhar, julgam o corpo, a roupa, TUDO! Uma vez eu estava lá, passando no meio da muvuca e só lembro de ouvir uma voz de um cara que não sei quem era gritando “olha a gorda passando”, num tom bem pejorativo. Eu chorei no meio da festa, naquela época (que deve ter uns 3 anos) eu tinha uma autoestima péssima e eu sempre me colocava pra baixo pensando que todas as meninas lá eram dentro dos padrões, que eu não tinha vez lá e etc, pensamentos de quem não tinha descoberto o amor próprio.

Também já vi matérias na TV que mostraram diversas casas noturnas que tentavam impedir a entrada de pessoas fora dos padrões, como se fôssemos lixo e não merecêssemos estar no mesmo ambiente que aquelas outras pessoas. Isso me revolta demais.

Então quando eu vi surgir a Toda Grandona, festa body positive que já está indo para sua quarta edição, que acontecerá em setembro, eu fiquei emocionada. Infelizmente eu perdi as duas primeiras, mas aproveitei demais nessa última edição. É de fato enaltecer todo mundo, é sentir que você está junto daqueles que se identificam com a sua luta! Só quero agradecer a Alexandra Gurgel (@alexandrismos), ao Caio Cal (@caiorevela), ao Bernardo Boechat (@bernardofala), ao DJ Ricardo Lima e a Juliana Rangel por organizarem algo tão lindo, tão importante e tão foda! Tenho certeza que muitas outras pessoas que estiveram lá e nas primeiras festas sentiram a mesma coisa que eu.

Na próxima coluna vou falar sobre o processo de autoconhecimento da nossa sexualidade.

Se tiver alguma sugestão ou comentário, deixe aqui!

Beijo!

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