“Feminismo” é eleita a palavra de 2017 por dicionário americano

O dicionário americano Merriam-Webster elegeu "feminismo" como a palavra do ano em 2017 com um crescimento de 70% nas buscas em relação a 2016

feminismo-dicionario

As buscas pelo termo cresceram 70% em relação a 2016 no site do Merriam-Webster

Pouco depois de divulgada a capa da revista Time, que celebra como personalidade do ano as mulheres que romperam o silêncio em casos de assédio e abuso, o dicionário americano Merriam-Webster elegeu “feminismo” como a palavra do ano em 2017.

O lexicógrafo e editor-chefe da companhia, Peter Sokolowski, revelou à agência de notícias Associated Press que as buscas pelo termo cresceram 70% em relação a 2016 no site da empresa. Ele atribuiu ainda a escolha ao protagonismo do movimento feminista em três eventos-chave nos últimos 12 meses.

Trajetória do termo

O ano começou com um pico de buscas pela palavra “feminismo”, em janeiro, com a Marcha das Mulheres, que abriu passagem para manifestações semelhantes em todo o mundo. Não só por isso, mas movimentos feministas e contra assédio foram pauta o ano inteiro em diversas situações.

O termo foi impulsionado também pelas declarações da chefe de campanha e atual conselheira de Donald Trump. “Eu não sou feminista”, frisou Kellyanne Conway, em frase que resultaria no aumento da circulação da palavra e sua definição. O presidente americano foi denunciado por assédio durante o pleito presidencial, o que tornou ainda mais central na vida pública o discurso feminista.

Meses mais tarde, o movimento “Me Too” (Eu Também) ganharia visibilidade com o escândalo de assédio sexual do mega produtor de Hollywood Harvey Weinstein. As acusações contra o magnata da indústria cinematográfica motivaram outras mulheres, artistas e anônimas, a relataram suas experiências de abuso.

Não é de hoje

O termo “feminismo” estava há anos no top 10 anual do dicionário. Em 2015, compartilhou o prêmio com uma lista de “ismos”: socialismo, fascismo, racismo, comunismo, capitalismo e terrorismo. No ano passada, a palavra eleita foi “surreal”.

Um estudo divulgado pelo Google BrandLab em outubro deste ano mostrou que os brasileiros têm, cada vez mais, se interessado pelo feminismo. Nos últimos dois anos, o número de buscas aumentou 200%. Com isso, o número atingiu um patamar próximo ao de buscas por racismo, que é o termo relacionado a diversidade de maior interesse para os brasileiros. Inclusive, as buscas por feminismo negro também cresceram 65% nos últimos 12 meses.

Um comentário

Deixe um comentário

Seu endereço de email não será publicado. Os campos obrigatórios estão marcados com *