Endometriose: a doença que afeta 7 milhões de brasileiras em fase reprodutiva

Endometriose

Entenda o que é o problema, os sintomas e como pode ser feito o tratamento

Endometriose é um problema dolorido e que pode causar prejuízos à fertilidade. O Cínicas acredita que a conscientização da saúde plena da mulher também faz parte do empoderamento feminino. A informação é a grande chave para prevenir doenças e salvar vidas.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), por volta de 180 milhões de mulheres no mundo sofrem com a endometriose. No país a doença afeta de 10% a 15% das mulheres em fase reprodutiva, ou seja, cerca de 7 milhões de brasileiras.

O problema acontece quando há um crescimento desproporcional do endométrio, o tecido que reveste toda a camada interna do útero, para fora do local habitual, gerando uma reação inflamatória crônica.

“Os sintomas mais comuns são dores durante o período da menstruação, dor na relação sexual, dores contínuas ou intermitentes ao evacuar e urinar e, caso a mulher esteja tentando engravidar sem sucesso e também tenha algum dos outros sintomas, pode estar acontecendo problemas com a fertilidade”, explica o Dr. Fábio Sakae Kuteken, médico ginecologista especializado em endometriose da Rede de Hospitais São Camilo (SP).

Por que e como acontece?

Devido ao refluxo menstrual, assim chamado porque a menstruação de maneira retrógrada, ao invés de sair do útero pela vagina acaba seguindo caminho para outros lugares, como por exemplo, pelas trompas uterinas.

Assim, o endométrio chega em lugares onde não deveria estar, como no útero, trompas, ovários, ligamentos do útero, superfície do reto, bexiga e diafragma. A endometriose causa fortes dores e em alguns casos, pode levar à infertilidade.

“Também há uma variação da doença chamada endometriose intestinal, caracterizada pela presença de endométrio à volta das paredes do intestino que dificultam a sua função e causam intensa dor abdominal. É uma das formas mais graves da doença, podendo acometer entre 5,3% a 12% das portadoras de endometriose”, complementa o médico especialista.

O ginecologista explica ainda que a doença afeta muito a qualidade de vida da mulher, porém, ao contrário do que a maioria das pessoas pensam, não diagnóstico de infertilidade.

Segundo o Dr. Kuteken, embora a endometriose seja conhecida por prejudicar a fertilidade, os mecanismos que levam a essa condição são incertos e provavelmente dependem, em parte, do estágio da doença e geralmente não impossibilita completamente a gravidez. Uma combinação de cirurgia, indução de ovulação com inseminação intra uterina e/ou de reprodução assistida, pode ajudar essas mulheres a engravidar.”

Tratamento

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Existem algumas opções para o tratamento da endometriose. A depender do caso, pode ser feito com o uso de medicações hormonais, realização de cirurgia ou a com a combinação das duas. Segundo Dr. Fábio Sakae Kuteken, a escolha dos profissionais e um tratamento multidisciplinar podem ser os principais diferenciais no tratamento.

“A endometriose profunda é uma doença complexa, principalmente quando acomete outros órgãos além do sistema reprodutivo, ou seja, intestino, bexiga, ureter e diafragma. O tratamento cirúrgico, quando indicado, necessita de um planejamento estratégico minucioso que inclui exames radiológicos precisos, para o mapeamento completo da pelve.”

Importante!

Estudos recentes apontam que a maioria das mulheres leva até 6 anos para chegar ao diagnóstico efetivo de endometriose, o que dificulta o tratamento. É importante ficar atenta aos primeiros sintomas como cólicas menstruais intensas, dor durante a menstruação, dor durante as relações sexuais, dor difusa ou crônica na região pélvica e sangramento menstrual intenso ou irregular.

Mulheres, não se acostumem com a dor. Sentir dor não é natural. É um alerta do corpo de que algo está acontecendo.  É de extrema importância procurar um médico especialista ao primeiro sinal. Somos poderosas e precisamos nos cuidar com mais atenção e carinho!

 

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