Em homenagem a Marielle Franco, Dia contra o genocídio da mulher negra é criado

O dia 14 de março ficará marcado nos dias das mulheres neste país, e no mundo. Esse foi o dia em que Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes, foram assassinados em uma emboscada.

Em homenagem a Marielle Franco, Dia contra o genocídio da mulher negra é criado
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O dia 14 de março ficará marcado nos dias das mulheres neste país, e no mundo. Esse foi o dia em que Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes, foram assassinados em uma emboscada. A data ficará marcada como o Dia Marielle Franco – Dia de Luta contra o genocídio da Mulher Negra.

Essa data foi adicionada no calendário oficial do Estado do Rio de Janeiro, segundo a Lei 8.054/18. A medida estabelece que instituições públicas e privadas promovam debates e palestras na data, com para incentivar a reflexão sobre o assassinato de mulheres negras no Brasil.

O Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência de 2017, que foi desenvolvido pela Secretaria Nacional de Juventude (SNJ) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), fala que jovens negras com idade entre 15 e 29 anos têm o dobro de chances de serem mortas do que as brancas na mesma faixa etária. O que claramente é um absurdo.

A história de Marielle Franco

Marielle Franco foi uma socióloga, feminista, defensora dos direitos humanos e da política brasileira. Filiada ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), ela se elegeu como vereadora do Rio de Janeiro para o período de 2017-2020, durante a eleição municipal de 2016, e obteve a quinta maior votação no município, sem contar que foi a segunda mulher mais votada ao cargo de vereadora em todo o país.

Ela era uma crítica da intervenção federal no Rio de Janeiro e da Polícia Militar e sempre denunciava abusos de autoridade por parte de policiais contra moradores de comunidades carentes. Em 14 de março de 2018, foi assassinada a tiros junto a Anderson Pedro Mathias Gomes na região central do Rio de Janeiro.

Como vereadora, Marielle Franco também trabalhou na coleta de dados sobre a violência contra as mulheres, pela garantia do aborto nos casos previstos por lei e pelo aumento na participação feminina na política. Em pouco mais de um ano, redigiu e firmou dezesseis projetos de lei, dos quais dois foram aprovados: um que regulou o serviço de mototáxi e a Lei das Casas de Parto,onde o objetivo era fornecer a realização de partos normais.

Sobre as propostas de Marielle

Suas propostas buscavam garantir apoio aos direitos das mulheres, a população LGBT, aos negros e moradores de favelas. Em agosto de 2017, os vereadores cariocas rejeitaram, de 19 a 17, a proposta de Marielle para incluir o Dia da Visibilidade Lésbica no calendário municipal.

Na Câmara Municipal, Marielle foi presidente da Comissão de Defesa da Mulher e fez parte de uma comissão composta por quatro pessoas, o qual o objetivo era monitorar a intervenção federal no Rio de Janeiro, sendo escolhida como sua relatora em 28 de fevereiro de 2018. Foi a partir disso que o “auê” todo se estabeleceu e isso foi o suposto motivo para ela ser assassinada, ficando assim, “de boca calada”.

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