Diretrizes no Reino Unido evitam o preconceito contra a gravidez e a maternidade no trabalho

preconceito contra a gravidez e a maternidade

Conheça as 15 diretrizes adotadas pelo governo para ajudar mulheres grávidas e/ou em licença maternidade

Novas diretrizes foram lançadas no Reino Unido para evitar ao preconceito contra a gravidez e a maternidade no trabalho. Segundo o serviço de assessoria do emprego Acas, muitas mulheres estão procurando se informar sobre os seus direitos.

Em 2016 o serviço de assessoria recebeu 14.004 ligações sobre questões ligadas à gravidez e maternidade. Em 2015, haviam sido 12.815 pedidos de informações.

Tratamento justo

“A maior parte das empresas tratam as suas funcionárias de modo justo, mas as que não o fazem podem ser levadas à justiça do trabalho”, disse a diretora de diversidade e inclusão da Acas, Julie Dennis.

As funcionárias que estão em licença maternidade, por exemplo, devem ser informadas sobre as promoções, isso pode ajudar gerentes a dar o tratamento correto às suas funcionárias, em áreas como recrutamento, promoções e demissões.

Direitos e obrigações

O lançamento destas diretrizes atualizadas para empresas sobre como lidar com a gravidez e maternidade de suas funcionárias “só pode ser uma coisa positiva”, segundo Joeli Brearley, fundadora do site Pregnant Then Screwed, já que administrar funcionárias grávidas e em licença-maternidade pode não ser fácil para as empresas.

“Muitos dos casos que nos são encaminhados poderiam ter sido resolvidos se as empresas tivessem conhecimento de suas obrigações legais e tivessem mantido um diálogo aberto com sua funcionária. Isso significa que as empresas não podem mais lançar mão da desculpa de que não tinham conhecimento de suas obrigações.

Sem medo

Já imaginou quantas mulheres no Brasil e ao redor do mundo que adiaram ou deixaram o sonho de ser mãe de lado para se manter no emprego ou receber uma promoção? Já passou da hora do mercado de trabalho entender que nós, mulheres, somos donas das nossas vontades e do nosso corpo. Ninguém pode nos discriminar por isso.

Conheça as diretrizes criadas pelo governo do Reino Unido:

  1. Você não é informada sobre oportunidades de promoção enquanto está de licença-maternidade.
  2. Se as faltas ao trabalho ligadas à gravidez são incluídas em sua ficha.
  3. Se você não foi informada sobre seus direitos.
  4. Se não lhe foi oferecido um lugar para repousar no trabalho.
  5. Se você não estiver informada sobre riscos à saúde e segurança em seu local de trabalho.
  6. Se você foi dispensada enquanto estava grávida ou de licença-maternidade.
  7. Se você foi pressionada a trabalhar durante sua licença-maternidade ou a voltar ao trabalho antes do que gostaria.
  8. Se a empresa não lhe der o direito de trabalhar de modo flexível.
  9. Se, ao voltar ao trabalho, as condições e os termos forem diferentes de quando você saiu de licença-maternidade.
  10. Se você não for autorizada a acrescentar suas férias pagas anuais à sua licença-maternidade.
  11. Se a empresa não lhe der folgas para suas consultas de pré-natal.
  12. Se a empresa quiser que você trabalhe por mais de dez dias durante sua licença-maternidade no esquema ‘permanecer em contato com a empresa’.
  13. Se forem feitas pressuposições sobre o fato de você estar grávida. Por exemplo, que você optou por ter filhos e não dedicar-se à profissão.
  14. Se a empresa não lhe oferecer apoio especial se seu filho nascer doente ou prematuro.
  15. Se você não for autorizada a sair de licença-maternidade se seu bebê nascer morto após 24 semanas.

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