Dia da Conquista do Voto Feminino no Brasil: saiba como aconteceu

Há 86 anos o voto feminino no Brasil foi assegurado. Conheça a história por trás dessa conquista, mulheres envolvidas e como essa data comemorativa entrou para o calendário

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Hoje é um dia que se tornou marco para as mulheres brasileiras, comemoramos no dia 24 de fevereiro o Dia da Conquista do Voto Feminino no Brasil. Há 86 anos ele foi assegurado, consolidando a participação feminina no processo eleitoral no Brasil. Foi lá em 1932 que Getúlio Vargas finalmente assinou a lei a qual permitia o direito ao voto feminino, por meio do Decreto 21.076, do Código Eleitoral Provisório.

Você sabia que essa data comemorativa foi sancionada pela primeira mulher eleita para chefe máximo do executivo, a ex presidenta Dilma Rousseff? Isso mesmo.. Sorte que atualmente, depois várias e várias lutas, estamos garantindo o espaço das mulheres de maneira igualitária no Brasil, e no mundo. Afinal, todos somos iguais. Todas merecemos o respeito. SEMPRE.

Como aconteceu

Foi lá no governo provisório de Getúlio Vargas que tudo começou. Após muita luta e apelo político, em 1932, ele sancionou a lei que permitiu o voto feminino. Porém, esse direito valia apenas para mulheres casadas com consenso dos maridos e para as viúvas e solteiras com renda própria.

Somente dois anos depois, em 1934, que todas as barreiras foram eliminadas. E foi em 1946 que o voto passou de um direito para se tornar obrigatório, tanto para homens quanto para mulheres. Falando desse jeito, até parece que foi fácil e simples assim. Muito pelo contrário.

Para chegar na boca do presidente e virar lei, as mulheres tiveram que fazer diversas revoltas, protestos e greves, nem sempre atendidas. Muitos deputados alegavam a inferioridade da mulher, falavam sobre um possível perigo que o voto feminino causaria na conservação da família brasileira. Mas que machismo, né? Hoje em dia a gente até sustenta as famílias. Ninguém aqui depende mais de ninguém, não!

Mulheres que participaram do movimento

Foi com a participação de mulheres decididas e empoderadas que a lei foi para frente: as sufragistas brasileiras. As mulheres sem medo. Lutadoras dos nossos direitos. Feministas declaradas. Entre elas, Bertha Lutz e Eugenia Moreyra.

Bertha Lutz

Foi um dos maiores nomes quando o assunto era defesa dos direitos políticos das mulheres brasileiras e fundou a Liga pela Emancipação Intelectual da Mulher, junto com Maria. Foi ela também que organizou o primeiro congresso feminista do país e uma das mulheres que propôs a mudança na legislação do trabalho da mulher e do menor (e conseguiu).

Eugenia Moreyra

Foi a primeira jornalista mulher, sufragista declarada em suas matérias. Uma de suas frases que sempre estavam presentes era: “A mulher será livre somente no dia em que passar a escolher seus representantes”. Foi uma das pioneiras no movimento feminista no Brasil. E que mulher!

Mas as nossas lutas não param por aqui. Temos muita coisa ainda para conquistar nesse mundão! Inclusive, 2018 é ano de eleição. Devemos fazer valer o nosso direito escolher quem queremos para nos representar.

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