Crossdresser descomplicado: entenda o que é a prática

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Há muitas ideias erradas relacionadas à prática do crossdresser, como o de que se trata de uma transexual ou uma travesti. Porém, ser um crossdresser significa apenas vestir-se com as roupas típicas do gênero oposto ao seu, sem que haja intervenções hormonais ou cirúrgicas em seu corpo, pelo menos na maioria das vezes.

Para o crossdresser, muitas vezes a transformação é momentânea, apenas no fim de semana, durante a noite ou em ocasiões especiais, enquanto para a travesti ou transexual ela é definitiva, ocorrendo no seu dia-a-dia. Publicamente, o homem que pratica crossdressing não se assume como mulher, e nem a mulher como homem: pode ser qualquer pessoa que você conhece e nem imagina que é adepto!

Há alguns anos, a cartunista Laerte chamou a atenção por revelar-se adepta a esta experimentação. Depois de algum tempo acabou assumindo-se trans e homossexual. Há quem entenda heroínas de guerra como a francesa Joana D’Arc, a chinesa Hua Mulan e a brasileira Maria Quitéria como crossdressers também. Na ficção, há exemplos como os músicos do filme “Quanto Mais Quente Melhor”, que tem Marilyn Monroe no elenco, e até o personagem de Robin Williams em “Uma Babá Quase Perfeita”.

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A conduta muitas vezes tem a ver com aumentar a autoestima da pessoa que a pratica e não tanto com a excitação ou orientação sexual. Muitos homens que se vestem como mulheres se identificam com o gênero masculino e gostam de mulheres, e vice-versa quando o assunto são as mulheres que se vestem como homens. Um crossdresser pode ser mulher ou homem e ser heterossexual, homossexual, bissexual ou até assexual.

Há ainda a figura do supportive opposite, ou o “oposto que apoia” em tradução livre, em referência a uma pessoa que sabe e apoia a prática. Pode ser a esposa, o esposo, um amigo ou amiga, um parente… Se inicialmente a descoberta sobre o crossdressing pode chocar essa pessoa, não é nada que uma conversa franca sobre o assunto não resolva!

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É possível encontrar clubes que oferecem maquiagem, acessórios e roupas para que o crossdresser se sinta mais à vontade. Um dos mais famosos é o Brazilian Crossdresser Club.

Trata-se de mais uma forma de expressão saudável da sexualidade humana, que é muito complexa e não cabe perfeitamente em definições rígidas. Para compreender realmente essa prática, é preciso deixar de lado os preconceitos e rótulos.

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comentários

  1. Sou praticante do crossdresser e sei o quanto é complicado entender . No início vc leva um susto daqueles mil preconceitos tudo contra . No meu caso depois de muito relutar conversei com minha esposa que de cara ficou chocada . Nenhuma mulher quer perder seu homem ainda mais para ela mesma. Aos poucos fui conseguindo me firmar e passei a usar calcinhas diariamente. Passado o baque , hoje sei que ela compreende bem mais meu crossdresser e dividimos a gaveta de calcinhas sem maiores estresses . Mas foi um longo caminho. Beijos.

  2. Sou paraticularmente contra os Crossdressing porque é considerado pela psicologia uma forma de transtorno sexual (parafilia). A pratica de crossdressing tem forte repressão social e preconceito. Psicólogos ou terapeutas sexuais podem ajudar a entender a situação, já que a medicina condena esta prática.

  3. Na intimidade, uso calcinhas e enfio consolos no meu cu.
    Quero conhecer mulher fogosa que sinta prazer em fazer inversão para dominação mútua e troca de prazer
    cdbaixinha@gmail.com
    Meu pinto está duro e meu cu pisca dentro da calcinha
    Não quero sexo virtual, prostituição nem baixarias
    sp, capital, campinas, votorantim e viajantes

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