Conheça a verdadeira história de Rosie, ilustração tida como símbolo do feminismo

símbolo do feminismo

Hoje, essa imagem tida como símbolo do feminismo, mas na época que foi criada não tinha essa intenção

Naomi Parker Fraley, mais conhecida como Rosie, estampa o que é considerada uma ilustração símbolo do feminismo. Faleceu aos 96 anos no começo deste ano (20 de janeiro de 2018), em Washington. Foi criada durante a Segunda Guerra Mundial pelo governo dos Estados Unidos, mas só se tornou famosa anos depois, na década de 1970. O cartaz foi exibido apenas por algumas semanas durante a guerra, em uma fábrica do meio oeste da “Westinghouse Electric and Manufacturing Company”, nos Estados Unidos. 

A frase “We can do it!” (Nós podemos fazer isso!), não foi encomendada pelo governo dos EUA e nem sequer destinava-se a opinião do público em geral. Apenas um número relativamente pequeno de pessoas viu isso na época, escreveu Flavia Di Consiglio para a BBC.

A real identidade de Rosie foi desconhecida durante décadas, até que um professor universitário estudou a fundo sua história e corroborou a versão de Naomi, em 2010. Porém, a sua história e identidade foram reconhecidas e aceitas por todos apenas em 2016, sendo a sua última vitória.

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Feminismo?

Uma série de cartazes que também incluiu a imagem continha frases como: “Dúvida sobre o seu trabalho? Pergunte ao seu supervisor”. É nítido ver que essa imagem foi criada para um exercício corporativo e não para ser símbolo do empoderamento feminino.

Outras Rosies apareceram

Em 1943 uma outra capa com “Rosie, a Rebitadora” foi criada. Nela vemos uma mulher grande sentada em um pilão, comendo um sanduíche de presunto enquanto segura uma máquina coberta de graxa por conta do seu trabalho.

Também surgiu a  “Rosie ao Resgate”, vemos uma mulher com os símbolos e as ferramentas de vários negócios diferentes que se apressava para o próximo trabalho. Isso foi para incentivar mulheres a ocupar as vagas que foram deixadas pelos homens durante o período da guerra.

Mas a primeira de que se tem notícia é a que surgiu de uma composição de Redd Evans e John Jacob Loeb, que aparece em uma música chamada “Rosie the Riveter“.

We can do it!

O uso do cartaz pelo governo norte-americano com a frase We Can Do It! estava longe de ter intenções feministas, já que durante a guerra as mulheres foram encorajadas a se juntar à força de trabalho, mas com o entendimento de que iriam abrir mão de seus postos assim que os soldados retornassem para casa, ou seja, elas só serviam para aquele período.

Conhecer a história por trás de uma ilustração ilumina o passado e nos faz lutar pelo futuro dizendo: We can do it!

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