Combate à discriminação racial: somos muitas e de muitas cores

Somos muitas e de muitas cores

Na data de hoje, instituída em 1960 pela ONU como o ‘Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial’ queremos potencializar a voz de protesto e reivindicação onde nós, mulheres não-brancas, principalmente, temos que travar todos os dias para ocupar cargos, profissões, universidades, politica…e outros tantos espaços.

A discriminação racial compromete não apenas o valor da individualidade, onde precisamos lidar com a rejeição, injustiça e efeitos emocionais. A discriminação racial compromete o acesso à educação, emprego, carreira, vida financeira… Isso quando não nos matam.

Uma pesquisa do IBGE revela que a taxa de desemprego permanece maior entre a população negra e parda.
O rendimento, médio, de famílias negras é de R$1.480 contra R$2.260 de famílias brancas.

Além disso, todos os dias, o racismo mata. Mata mulheres, pretas, periféricas. Em números, podemos dizer que 62% das mulheres vítimas de morte por agressão… são negras. Em relação às mulheres vitimas de estupro? 57% são mulheres negras.

Segundo o Ministério da Justiça – Diagnóstico dos Homicídios do Brasil – mulheres negras tem 2 vezes mais chances de serem assassinadas do mulheres brancas.

Hoje, no Brasil, somos mais de 100 milhões de mulheres, o equivalente a 51% de toda a população nacional. A violência contra as mulheres é a soma da combinação de outros marcadores sociais. No Brasil, raça e etnia são elementos fundamentais para a compreensão e enfrentamento ao processo de violação de direitos das mulheres, dentro e fora de casa.

Somos muitas. E somos de muitas cores, muitos traços, muitas misturas. Somos de várias culturas, de outras tantas tradições, costumes, maneiras de ser, agir e pensar. Somos muitas lutas, muitas opressões, muitas reivindicações.

Somos muitas e queremos ser mais. Queremos ser mais libertas, mais respeitadas, mais ouvidas, mais representadas.

Precisamos, definitivamente, compreender a discriminação racial como problema estrutural e institucionalizado. É um compromisso e responsabilidade coletiva combatermos e repudiarmos qualquer atitude racista, machista e discriminatória.

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