Clitóris tem GPS?

Símbolo da vagina. Dois dedos na toranja no fundo cor-de-rosa. Conceito de sexo.
Светлана Фарафонова - stock.adobe.com

Outro dia me peguei cometendo certa injustiça com uma ex-companheira. Disse, com todas as letras, que ela se sentia muito intimidada e insegura sobre o que eu queria na cama.

Bem, é que eu estou em meu corpo há muitos anos e minha vida sexual começou a ser estimulada pelo meu pai desde muito cedo. Não me leve a mal, eu era criança, e não tinha ideia que aquilo era errado.

Pedofilia à parte, o que quero dizer é que descobri a mágica do clítoris muito cedo e sempre que podia, eu o estimulava. Hoje, uma mulher adulta que se toca deliciosamente todos os dias, sei exatamente o que fazer para ter um orgasmo mais longo, ou mais curtinho que arranca risadas, ou aqueles que fazem a gente querer gritar até… até… ahhh!

Fato é que isso intimida e acusei meu ex amor de não ser boa de cama. Cara, daí, como uma bela ironia do destino, estava aqui me tocando lembrando da melhor chupada que tive na vida.

Ela era minha amiga. Toda nerdizinha, a cara da Hermione Granger, que na época estava em alta. Achava ela sexy, mas era minha amiga. Daí, jogando conversa fora, mencionei o quanto eu estava estressada e ela, como uma boa moça da área da saúde, conhecedora da anatomia clitoriana como nunca vi na vida, me deu um beijo. Sabe aqueles beijos que descem esquentando até te deixar toda molhada? Pois é!

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Tentei, sem graça, fugir da situação, mas ela me calou com outro beijo. Desta vez, no pescoço. Foi um “alohomora” de boceta aquele beijo! Cara, essa mina apertou o bico do meu seio e não sei como, um gemido me traiu.

Ela me tocava em pontos específicos que parecia magia mesmo. Mano, minha amiga! Num se transa assim com amiga, eu pensava. Meninas, vocês não acreditam… quando a Mione chegou ao portal da minha vulva ensopada, por um segundo eu senti vergonha e pensei “perdi uma amiga”! Mas logo mudei de ideia quando ela começou a me chupar.

Não sei explicar, ela sabia onde passar a língua, a pressão certa, o tempo, o ritmo, a mina tinha um GPS. Foram os primeiros orgasmos múltiplos que outra pessoa me fez, até então, só eu mesma conseguia tal manobra. E eu queria mais e mais e mais até que parei por pura pena do maxilar dela.

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Daí quis partir pro ataque, retribuir os gozos, mas a mina simplesmente olhou para minha cara e disse: eu não gozo quando me chupam, não gozo com esfregação de boceta, por isso nem tente, e só gozo se você me foder com os dedos. E eu tenho de estar de bruços, assim, nessa posição – e me mostrou a posição.

Gente, eu congelei. Ao invés de ir pra cima e fazer o que ela pediu, eu simplesmente soltei: como assim você só goza desse jeito?

Eu não tinha noção dessa pergunta horrorosa até hoje, anos depois do fato. Eu brochei, aliás, me intimidei. Estava ali diante de uma mulher que sabia o que queria na cama e não dei conta. Não fiz o que ela pediu, ela ficou constrangida, eu fiquei mal porque não iria fazê-la gozar, mas na hora ela corrigiu minha cara de impotência e disse: Ju, hoje é o seu dia de ser passiva. E voltou a me comer incansavelmente a noite inteira.

Sem mais detalhes,

Juliana R S Duarte

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