Alunos criam aplicativo para analisar representatividade feminina no cinema

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Ser mulher nunca foi uma tarefa fácil e essa realidade é ainda mais notória quando falamos de mulheres no cinema

Você já ouviu falar do “Teste de Bechdel”? Ele questiona se uma obra de ficção possui pelo menos duas mulheres que conversam entre si sobre algo que não seja um homem.

Parece simples, mas diz muito sobre a representatividade feminina no cinema e, acredite, muitas obras atuais ainda não passam no teste.

Será que em 5 minutos você consegue listar pelo menos 3 filmes que se encaixem nessas regras?

  1. Tem que ter no mínimo duas mulheres, com nomes
  2. As mulheres conversam uma com a outra
  3. Sobre alguma coisa que não seja um homem

Eu tenho certeza que você não conseguiu listar, não é mesmo?

Aplicativo “Alice”

Quatro estudantes do Centro Técnico Científico da PUC-Rio (Ana Cardoso, Felipe Viberti, Gabriella Lopes e Guilherme Marques) desenvolveram “Alice”, um aplicativo que lista a representação de mulheres no cinema mundial. Foi inspirado em Alice Guy, visionária francesa que se tornou a primeira diretora e roteirista de filmes ficcionais.

Mais de 5 mil produções listadas passaram no teste de Bechdel pelo aplicativo, mas apenas 6% receberam o selo “Mulheres na Equipe”, que é atribuído para qualquer filme que possua, pelo menos, uma mulher em cargos de direção e/ou roteiro.

O aplicativo é gratuito e conta com 60 mil páginas de filmes e perfis de 42 mil mulheres que trabalham na indústria cinematográfica.

Cinema e machismo

O cinema apenas reflete o mundo machista em que vivemos, claro que já podemos ver algumas mudanças neste cenário, mas ainda não é suficiente.

A diferença está tanto em frente às câmeras quanto nos cargos de produtores, roteiristas, diretores e outras funções que são parte do fazer do cinema. Mesmo assim o público feminino consome metade dos ingressos vendidos.

Ação de verdade

Com a disseminação da pauta feminista de forma massiva na internet, novas portas estão sendo abertas no cinema. Antes esse cenário seria impossível de imaginar.

A representatividade feminina no cinema vai além, uma vez em que as protagonistas dos longas, principalmente de ação, seguem padrões estéticos quase impossíveis de ser alcançados, a mulher é sexualizada e objetificada mesmo quando o foco é outro.

Nossa luta é diária, queremos ser representadas pela nossa força e não pelo nosso corpo.

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