60 mulheres, uma casa e sexo sem vergonha!

60 mulheres

Imagina que incrível reunir suas melhores amigas para falar sobre tudo, tudo relacionado a gravidez, sexo e corpo sem vergonha.

Pois é justamente isso que a Casa da Doula faz todos os dias e convida suas leitoras a participarem.

Dos maiores Tabus da atualidade, a sexualidade feminina sempre se mantém no maior sigilo possível. Quando falamos sobre gravidez, e o manto sagrado que acaba cobrindo cada mulher, isso fica ainda mais gritante.

Quem acaba por levantar esse véu e apoia mulheres de todas idades, credos e classes sociais é ela: a Doula!

Nos últimos 50 anos a cesárea se tornou tão comum que saiu do entendimento geral de cirurgia de emergência para principal via de nascimento dos brasileiros. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 80% dos nascimentos no país são cirúrgicos, o que vai completamente contra a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de no máximo 15%.

Parto: um evento Sexual

Conhecer o próprio corpo, seus processos e ter controle sobre o que acontece com ele é algo de necessidade básica ainda muito distante da maioria de nós.

Isso impacta diretamente na qualidade de vida sexual das brasileiras de forma devastadora e tão intensa que reflete também na gravidez, parto e amamentação.

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Não conhecemos nossos corpos, sua força avassaladora e sua capacidade.

Passamos, no geral, a assumir um papel secundário e frágil. Onde quem sabe o que é melhor para nós é o outro e sempre, sempre, acreditamos em primeira mão que não somos capazes ou que precisamos nos esforçar muito além da nossa capacidade para estar minimamente aptas a desempenhar ações que naturalmente estamos prontas.

Vale na cama, reflete no parto

No processo de gravidez, o corpo assume formas bem diferentes, maiores e mais arredondadas. Sair do padrão de revistas tem um impacto imenso no psicológico feminino. Esse é o primeiro choque com a realidade.

Já no final, a partir do terceiro trimestre, é possível notar colostro fluindo das mamas, “fisgadas” na vagina, pressão constante na vulva, fluídos diferentes e contrações. A mulher que não está conectada com o próprio corpo pode ler esses sinais como risco eminente e sem suporte adequado pode prematuramente encerrar sua gestação.

Como acreditar ser capaz de dar à luz a um bebê, expulsá-lo de seu ventre sem nenhum auxílio e senti-lo nascer através da sua vagina, aquela que deveria ser frágil, pequena, apertada quase infantil?

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Parto é gemido, suor, entrega e prazer

A entrega que começa com o reconhecimento do seu próprio poder e força se intensifica e se desdobra durante o parto.

A mulher sente prazer, sim prazer graças à uma enxurrada de hormônios que invade seu corpo a cada onda de força. Nos entregamos em meio a gemidos, o corpo responde por sí, rebolamos instintivamente. Dançamos o gozo da vida.

Os músculos abdominais se contraem e mergulhamos fundo para dentro de nós mesmas em um inusitado encontro com nossa essência.

A vagina se alonga, estimulando todas as terminações nervosas e mais uma vez, prazer. Prazer em parir.

Cada etapa, cada tabu, cada dúvida que possa surgir nesse processo pode ser facilitado e desconstruído através dos ouvidos e falas cúmplices das Doulas. As mulheres que servem. E é por isso que mais de 60 doulas se reúnem hoje, na Casa da Doula para falar sobre tudo relacionado a gestar, parir e nutrir de forma acessível, descomplicada e para todas.

Deixo aqui meu convite para que conheça o portal (http://www.casadadoula.com.br) e se encontre também

Viver um parto digno deveria ser direito de toda mulher em toda e qualquer instituição de saúde.

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